Avançar para o conteúdo principal

MGMT na Dança do Som

 Link da imagem

Cabelos desgrenhados,  mal cortados, nada penteados. Olhares inocentes que no fundo nos tentam transmitir uma mensagem de maturidade única. Melodias enfeitiçadas e videoclips cheios de saltinhos. Simplicidade na forma de vestir e cor. Muita cor. Já sabe de quem falo? Não? Fique por aí então.

Texto de Ana Luísa Silva

Nasceram em 2002 e puseram o Mundo inteiro a seus pés. Cozinham uma variedade de estilos musicais únicos que só os mais corajosos se atrevem. Se pensarmos numa mistura entre proto-electro punk, pop-friendly, rock psicadélico e muitos unicórnios temos o cocktail único que se dá pelo nome de MGMT.
Surgiram em Brooklyn, Nova Iorque, pela mão de Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden , estudantes de artes na Universidade de Middletown.

Começaram a  carreira pelo nome de  “Management” e da forma mais humilde possível. Sintetizadores, vozes pré gravadas e uma atitude algures entre a performance artística e a hostilidade punk da antiga faziam dos seus espectáculos, algo único e digno de se ver.

Universidade terminada, saída do seu primeiro EP em 2005. O electro-rock “Time to Pretend”, lançado pela pequeníssima editora indie “Cantora Records” veio ao Mundo para ser famoso. Com boas críticas (principalmente o single que dava o nome ao álbum) e grandes digressões, o duo americano rapidamente interessou o produtor britânico Steve Lillywhite e a sua equipa, assim como a Columbia Records, que acabou por ganhar esta pequena “disputa” e ficar com os MGMT.

2007 é o ano em que a banda assina com outro produtor e grava o fantástico “Oracular Spectacular” que é, de longe, o álbum mais musical do duo vendendo mais de 500,000 cópias nos EUA e chegando a platina na Austrália, Inglaterra e Irlanda.

O single “Kids” marca o ano de 2008 com o seu espectacular videoclip.

Os MGMT vêm a sua agenda recheada de concertos e digressões, o que os manteve bastante ocupados para se preocuparem com novos trabalhos discográficos... até ao presente ano, em que é lançado “Congratulations”, o mais recente registo discográfico do grupo.



Os  MGMT regressam a Portugal este ano para um concerto no Campo Pequeno, em Lisboa já amanhã.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Go Graal Blues Band no "Luso Vintage"

Hoje em dia fazer música na língua de Shakespeare é tarefa fácil, mas o mesmo não acontecia em 1975, quando Portugal enquanto democracia acabava de nascer, quando ainda vigoravam valores nacionais como os três grandes F’s (Fado, Fútebol, Fátima).

Texto de Patrícia Rodrigues
Foi neste cenário marcado pelo obscurantismo cultural e desconfiança do estranho que surgiram os “Go Graal Blues Band”. O grupo marcou pela musicalidade contagiante e uma alegria e optimismo próprios da cultura americana, que se definia cada vez mais como um estilo próprio de vida.
E foi assim que, após um nascimento atribulado, um grupo de rapazes na casa dos vinte decidiu reunir-se para tocar e cantar Blues, sendo eles: Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).
Apesar do curto percurso de oito anos e várias mudanças no seu line-up, a banda…

Temos uma nova casa...Visitem-nos!

São quase 8 anos desta vida sonora. E ainda bem.
Em honra ao primeiro nome deste media, o eterno Som à Letra, criarei uma rubrica, na Scratch Magazine.

Por enquanto estamos a reunir arquivo mas contamos convosco. No âmbito da tese de mestrado vão ser analisados os anos I e II da publicação , que podem ser encontrados neste blogue e em cibersomaletra.blogspot.pt.

Para continuar a seguir a nossa "história" basta seguir o seguinte link:

scratchmag.org