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Linda Martini:Parte I

Linda Martini e regresso às origens


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No início apregoaram um “Amor Combate”, levando até os ouvidos mais incautos a fazer dele um hino para as suas vidas. Depois veio um “Intervalo” e hoje têm uma “Casa Ocupada” pronta a estrear. Falamos dos Linda Martini, uma banda que tem vindo a demarcar-se cada vez mais no panorama musical português. E com eles aproveitamos assim para estrear também a nova rubrica “Inovoluso” no Som à Letra.

Texto de Paula Cavaco


Irreverentes, imprevisíveis, despreocupados e movidos pelo puro prazer de fazer música e de a tocar ao vivo, assim se pode descrever os Linda Martini, uma banda “tuga” que deve o seu nome a uma estudante italiana “com muita pinta”.

O quarteto lisboeta (que já foi quinteto), composto por André Henriques (guitarra e voz), Pedro Geraldes (guitarra), Hélio Morais (bateria) e Cláudia Guerreiro (baixo), nasceu em 2003, depois de os seus membros terem passado por projectos anteriores de punk e hard-core. Aliás, essas experiências passadas transparecem na sonoridade e na própria atitude dos elementos da banda.

Contudo, os Linda Martini insistem em não quer ser “rotulados” como banda pós-rock ou rock experimental, garantindo que procuram um estilo muito próprio, sem associações a nenhum outro grupo.

Então, como descrever o som feito pelos Linda Martini? Falamos de instrumentais de grande qualidade, cheios de guitarras e distorção, com crescendos e explosões sonoras, tudo isto aliado a letras totalmente na língua de Camões, facto que, segundo os membros, aconteceu por acaso.

Os Linda Martini estrearam-se, em 2005, com o lançamento de uma maquete caseira de quatro temas. "Este Mar", "Amor Combate", "Efémera" e "Lição de Voo nº 1" são tocados inicialmente em pequenos concertos e colocados online no myspace da banda, chamando desta forma a atenção da, então recém-criada, editora Naked.


O reconhecimento com “Amor Combate”


"Amor Combate" transforma-se rapidamente na música que toda a gente fala, especialmente devido ao registo sonoro nada habitual e completamente fora do chamado mainstream tocado pelas estações de rádio.

 A banda sai do anonimato e é lançada para o frenético rebuliço que obriga ao lançamento do primeiro EP. Assim surge o “Linda Martini” composto pelos quatro temas da maquete de estreia remasterizados por Niels Kinsela, baixista dos "God is an Astronaut" (GIAA), banda representada em Portugal pela Naked. Mas a "sede" de quem ouve torna cada vez mais urgente a gravação de um primeiro álbum.

2006 é sem dúvida o ano de viragem para a banda portuguesa que, aproveitando a parceria com os GIAA, embarca numa viagem além fronteiras como supporting act nos concertos da banda irlandesa e que os coloca em palcos como Dublin, Waterford e Londres.

A consolidação em termos nacionais faz-se através das actuações nos festivais Super Bock Super Rock e Sudoeste, participações estas que aumentam ainda mais as expectativas em relação ao álbum de estreia que haveria de acontecer, no final de 2006.

De "Amor Combate" para "Olhos de Mongol", com direito a "Intervalo" para uma  "Casa Ocupada" tem sido construído o caminho ascendente dos Linda Martini.

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