Avançar para o conteúdo principal

Jorge Palma no Luso Vintage –Parte I

Link da imagem

Autor, compositor, cantor, letrista. Os predicados são muitos e assentam na perfeição quando se fala de Jorge Palma. Com uma carreira imensa de sucessos, é um dos mais conhecidos músicos a nível nacional. As letras das suas músicas são verdadeiros poemas, e a composição musical é puro encantamento. Hoje no Luso Vintage.  

Texto de Carmen Gonçalves

Desde pequeno que a música está presente na sua vida, tendo aprendido piano e guitarra ainda em criança, e por conseguinte, pertenceu a bandas rock nos seus tempos de juventude.

Em 1969 integrou os Sindikato, uma banda rock que viria a participar na primeira edição do mítico Festival de Vilar de Mouros, em 1971. Influenciado pelos outros membros desta banda, iniciou-se ao nível da composição e escrita musical, surgindo assim as suas primeiras canções. Gravou ainda um álbum de versões com a banda, mas o trabalho criativo musical, fê-lo lançar um single a solo “The Nine Billion Names Of God”, em 1972, o único registo musical editado em Inglês.

Um ano mais tarde editou o seu primeiro single em português, fruto de uma aprendizagem da escrita na língua de Camões com José Ary dos Santos, e em 1975 lançou o seu primeiro Longa Duração, “Com Uma Viagem na Palma da Mão”, dando assim, o início a uma carreira promissora.

Em 1977 surgiu o seu segundo álbum, “Té Já”, resultante de um período de intenso trabalho, e viajou além-mar para mostrar a sua música, tocando por ruas de diversas cidades no Brasil, Espanha e França. Os seus palcos eram esplanadas e estações de metro, e animava quem passava, não só com os seus temas originais, mas também com versões de músicos, como Bob Dylan ou Paul Simon.

Com o regresso a Portugal em 1979, edita o seu terceiro registo de originais “Qualquer Coisa Pá Música”, seguindo-se inúmeras actuações a vivo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Go Graal Blues Band no "Luso Vintage"

Hoje em dia fazer música na língua de Shakespeare é tarefa fácil, mas o mesmo não acontecia em 1975, quando Portugal enquanto democracia acabava de nascer, quando ainda vigoravam valores nacionais como os três grandes F’s (Fado, Fútebol, Fátima).

Texto de Patrícia Rodrigues
Foi neste cenário marcado pelo obscurantismo cultural e desconfiança do estranho que surgiram os “Go Graal Blues Band”. O grupo marcou pela musicalidade contagiante e uma alegria e optimismo próprios da cultura americana, que se definia cada vez mais como um estilo próprio de vida.
E foi assim que, após um nascimento atribulado, um grupo de rapazes na casa dos vinte decidiu reunir-se para tocar e cantar Blues, sendo eles: Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).
Apesar do curto percurso de oito anos e várias mudanças no seu line-up, a banda…

Temos uma nova casa...Visitem-nos!

São quase 8 anos desta vida sonora. E ainda bem.
Em honra ao primeiro nome deste media, o eterno Som à Letra, criarei uma rubrica, na Scratch Magazine.

Por enquanto estamos a reunir arquivo mas contamos convosco. No âmbito da tese de mestrado vão ser analisados os anos I e II da publicação , que podem ser encontrados neste blogue e em cibersomaletra.blogspot.pt.

Para continuar a seguir a nossa "história" basta seguir o seguinte link:

scratchmag.org