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Modo Pop

Human league com “Don´t you want me baby”


Esta semana o Modo Pop promete novamente uma viagem aos anos oitenta. No início desta década o êxito dos Human League, “Don’t you Want Me?” estoirava nas rádios. Com a ajuda da MTV (que na altura passava principalmente vídeos de bandas britânicas), alcançou bastante sucesso nos Estados Unidos da América. E porquê?

Texto de Júlia Rocha

Antes de mais, as apresentações. Os Human League são um grupo britânico, que trabalha o synthpop. A New Wave é o seu território chave. Tiveram grande sucesso na década de 80 e mais tarde reuniram-se nos anos 90. Nesta nova fase, Phil Oakley foi o único membro original a permanecer no grupo.

A música é sobre um homem, que conhece uma empregada de mesa e, apaixonado, decide torná-la numa estrela. Mas este amor não dura para sempre. O vocalista Phil Oakley declarou, na altura, que esta não é uma balada romântica, mas sim uma música acerca das polaridades de uma relação, das relações sociais, e até políticas que se podem estabelecer entre duas pessoas.

“Don’t You Want Me?” é um single do álbum “Dare” de 1981. Phil Oakley foi o compositor. Segundo o cantor, a inspiração surgiu depois de ter lido uma história semelhante num tablóide. Originalmente seria um solo masculino, mas Oakley concebeu-a como um diálogo entre um homem e uma mulher. Neste caso o papel da mulher foi para uma das integrantes femininas da banda: Susan Anne Sulley. Foi a primeira vez na história da banda que uma das integrantes foi usada para “lead singer”.

O vídeo é bastante icónico. Foi filmado numa película de 35 mm, numa noite fria de Inverno. As roupas dão a garantia de estarmos nos anos 80, assim como os cenários, contribuindo sem dúvida, para a unicidade do vídeo. Foi lançado em Dezembro de 1981, sendo o mais vendido no Reino Unido nesse ano. Foi também o primeiro grande sucesso da editora Virgin de Richard Branson. 

  Nesta altura, os videoclips começavam a formar uma cultura independente e “Don’t You Want Me?” contribuiu para isso mesmo. O reconhecível refrão é ainda hoje reconhecido e cantado por muitos: “Dont you want me, baby? Oooooooh…”.

Confira e viaje no tempo:

 

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