Avançar para o conteúdo principal

Momento Super Pop

Girls just want have fun, de Cindy Lauper 



Por uns minutos esqueça rotina, o trabalho, as preocupações. Então se é mulher, melhor. Recua uns anos no tempo e divirta-se, ao som do mote de Cindy Lauper. Até porque “Girls just want have fun”.
Texto de Júlia Rocha

 “Girls Just Want to Have Fun”, de 1981 foi o primeiro single de Cindy Lauper a solo (do álbum “She’s So Unusual”). Contudo, ainda foi lançado quando  a cantora pertencia ao grupo Blue Angel. É uma música bastante animada, que centenas de grupos de amigas devem ter dançado em festas de pijama.

O tema é um verdadeiro hino feminino, que apela à libertação da mulher, à queda de preconceitos com os quais o sexo feminino se deparava. 

O vídeo é bastante icónico. Chegou inclusive a ditar modas, isto porque várias jovens imitaram o estilo de Cindy Lauper nos anos 80: roupas brilhantes, justas e coloridas. Um vestuário controverso e fora do normal, mas que nos transporta imediatamente para o ambiente pop da década. 

O cenário é uma pequena casa nos subúrbios. A mãe cozinha e a jovem apenas dança à sua volta. O telefone toca e o pai desaprova. Perguntam à filha o que quer ela fazer da vida. E ela apenas se quer divertir: quer ser livre e feliz. Este vídeo ganhou o prémio MTV para melhor vídeo feminino em 1984. 

A título de curiosidade, o pai de Lauper no vídeo é a uma estrela de wrestling da altura: Captain Lou Albano, que também participou no vídeo de “Time After Time”. 

Apesar do que é óbvio, a música foi escrita por um homem: Robert Hazard, que também chegou a gravar uma demo da mesma em 1979. 

Um apelo à diversão, sem dúvida!




Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Go Graal Blues Band no "Luso Vintage"

Hoje em dia fazer música na língua de Shakespeare é tarefa fácil, mas o mesmo não acontecia em 1975, quando Portugal enquanto democracia acabava de nascer, quando ainda vigoravam valores nacionais como os três grandes F’s (Fado, Fútebol, Fátima).

Texto de Patrícia Rodrigues
Foi neste cenário marcado pelo obscurantismo cultural e desconfiança do estranho que surgiram os “Go Graal Blues Band”. O grupo marcou pela musicalidade contagiante e uma alegria e optimismo próprios da cultura americana, que se definia cada vez mais como um estilo próprio de vida.
E foi assim que, após um nascimento atribulado, um grupo de rapazes na casa dos vinte decidiu reunir-se para tocar e cantar Blues, sendo eles: Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).
Apesar do curto percurso de oito anos e várias mudanças no seu line-up, a banda…

Freddy Krueger

Pesadelo em Elm Street regressa aos cinemas
Nos anos 80, o imaginário de muitos adolescentes era atormentado por um homem que lhes  aparecia nos sonhos  e se tornava o maior pesadelo mortal de sempre. Chamava-se Freddy Krueger. Em 2010 está de volta para nos tirar o sono. E não é fruto da nossa imaginação.



A personagem criada por Wes Craven (que não aprovou este regresso), volta ao cinema neste remake do primeiro filme da saga, de 1984.  
Mais uma vez a história repete-se. Pesadelo em Elm Street acompanha os adolescentes Nancy, Kris, Quentin, Jesse e Dean, que vivem em Elm Street.
Durante a noite, todos têm tido o mesmo sonho sobre um homem com uma camisola vermelha e verde, um chapéu velho, uma cara desfigurada e uma luva com lâminas. No sonho ouvem uma assustadora voz, que chama por eles.
Depois da morte do primeiro adolescente percebem que o que acontece nestes pesadelos acontece na vida real. Por isso vão fazer todos os esforços para não adormecer e tentar descobrir por que fazem par…