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Interpol em concerto no Campo Pequeno


Sem planos para hoje? Farto de estar em frente ao televisor? Não tem medo do frio e pretende encará-lo com a garra de um leão? Então dirija-se esta noite ao Campo Pequeno em Lisboa , porque vão estar por lá umas forças especiais capazes de por qualquer um KO. Senhoras e senhores: Interpol.

Texto de Ana Luísa Silva

Nova Iorque é o berço de muitas e variadas bandas rock alternativo que nos fazem voar com as suas sonoridades e letras fantásticas. Os Interpol não são excepção.

Os nova-iorquinos Banks, Dengler e Kessler conheceram-se em 1998 ainda eram jovens estudantes sem grandes perspectivas do que o futuro lhes aguardava. Nos primeiros meses, os Interpol apresentavam-se nos clubes da zona com um som que lembrava bandas britânicas da velha guarda, como os Joy Division.

Os meninos sonhavam alto e queriam assinar um contrato com alguma editora que, sem grande confiança nos estudantes, lhes viravam as costas. Mas como à terceira é de vez, a Matador Records decide abrir-lhes as portas , nascendo assim o primeiro álbum em 2002, “Turn on the Bright Lights”.

Engane-se o leitor se achar que os Interpol são uns trapalhões e que os temas com "factory spirit"  são feitos em cima do joelho e apenas por um dos membros da banda. É tudo bem democrático. Não fossem eles uns meninos bem comportados. Segundo os elementos, começasse pela música a partir de uma progressão de acordes apresentada pelo guitarrista Kessler. Mas a sonoridade vai sofrendo várias alterações de composição graças às intervenções do baixista e do baterista.Entretanto, o vocalista Banks esse trabalha as letras dos temas.

Várias dos temas do grupo expressam uma preocupação com o corpo, com as necessidades e as sensações físicas. Os seus versos são abertos a várias interpretações, que levam a um empenho intelectual dos ouvintes. Nesse processo, os Interpol têm feito composições com um ritmo de persistentes repetições e uma sonoridade fria e sombria. Nas letras escritas por Banks, alvo de críticas , que as consideram banais, o compositor usa vários recursos poéticos, tais como metáforas e comparações.

Assistimos à saída do baixista, Carlos Dengler. Contudo não é nada que interfira ou complique a vida dos Interpol. Ao que tudo parece, afirmam que um deles assumirá o baixo e o teclado no processo de composição das músicas para os próximos álbuns da banda.

Por isso já sabe. Em vez de se refastelar no sofá a olhar para o tecto ou a fazer festinhas no gato, agasalhe-se, dê um salto até ao Campo Pequeno,  e vá suar com os Interpol.

Abrindo apetites:

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