Avançar para o conteúdo principal

Espaço "The Indies"

 Boy

O primeiro álbum dos U2


Link da Imagem


Sempre achei interessante o início de carreira de bandas ou artistas consagrados, com um longo percurso percorrido, inúmeros álbuns e um estatuto que poucos atrever-se-ão a pôr em causa. Mas toda esta fama e glória faz com que a maioria do público esqueça ou desconheça o tempo em que tudo começou. Há de tudo, desde inícios fulgurantes que depois se eclipsam com o tempo a começos mais discretos que se transformam em grandes carreiras. Os irlandeses U2 são o melhor exemplo destes últimos, daí que tenha sido a banda escolhida para falar do seu primeiro álbum, Boy.

Texto de Bruno Vieira

 Se há bandas que dispensam apresentação, os U2 são uma delas, já o álbum de estreia, nem tanto. E porquê?

Estando a banda irlandesa há muitos anos na primeira divisão da música, aquando do lançamento de Boy, em 1980 nada previa que se tornassem no fenómeno (não apenas musical) que são hoje. Sem pôr em causa a qualidade do álbum de estreia, do qual resultaram excelentes temas como I Will Follow, Into the Heart, Out of Control, Stories for Boys ou A Day Without Me, o que é certo é que apesar da critica favorável , não terá sido o "clique" para o sucesso imediato. O que por vezes não é o mais importante, já que inícios de carreira promissores rapidamente se esgotam em vazios criativos

.A carreira do quarteto liderado por Bono, pelo contrário, foi feita de passos seguros, culminando no mega-álbum The Joshua Tree, sete anos mais tarde. Prova de que o sucesso e o reconhecimento podem demorar... mas perduram. Voltando a Boy, estamos perante um bom registo rock,  marcado ainda pela atmosfera cinzenta do post-punk, com a guitarra deThe Edge e a voz de Bono a imporem-se. Produzido pelo consagrado Steve Lillywhite (que também colaborou com nomes como Peter Gabriel, Morrisey, Big Country, Simple Minds, entre outros), Boy não conseguiu melhor do que um 52º lugar no top britânico.

O single de apresentação I Will Follow, escrito por Bono na sequência do falecimento da sua mãe, falhou a presença na tabela de vendas britânica , mas continua a ser um dos temas mais marcantes e preferidos dos fãs e o único tocado em todos os espectáculos realizados pela banda. A recordar…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Go Graal Blues Band no "Luso Vintage"

Hoje em dia fazer música na língua de Shakespeare é tarefa fácil, mas o mesmo não acontecia em 1975, quando Portugal enquanto democracia acabava de nascer, quando ainda vigoravam valores nacionais como os três grandes F’s (Fado, Fútebol, Fátima).

Texto de Patrícia Rodrigues
Foi neste cenário marcado pelo obscurantismo cultural e desconfiança do estranho que surgiram os “Go Graal Blues Band”. O grupo marcou pela musicalidade contagiante e uma alegria e optimismo próprios da cultura americana, que se definia cada vez mais como um estilo próprio de vida.
E foi assim que, após um nascimento atribulado, um grupo de rapazes na casa dos vinte decidiu reunir-se para tocar e cantar Blues, sendo eles: Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).
Apesar do curto percurso de oito anos e várias mudanças no seu line-up, a banda…

Temos uma nova casa...Visitem-nos!

São quase 8 anos desta vida sonora. E ainda bem.
Em honra ao primeiro nome deste media, o eterno Som à Letra, criarei uma rubrica, na Scratch Magazine.

Por enquanto estamos a reunir arquivo mas contamos convosco. No âmbito da tese de mestrado vão ser analisados os anos I e II da publicação , que podem ser encontrados neste blogue e em cibersomaletra.blogspot.pt.

Para continuar a seguir a nossa "história" basta seguir o seguinte link:

scratchmag.org