Avançar para o conteúdo principal

Espaço "The Indies"

Electropop Vs Electrorock


 Ultravox

No início dos anos 80 dois álbuns distinguiram-se no panorama musical da New Wave,  sendo ambos considerados obras de referência daquele período. E porquê? Estado a sonoridade pop/rock claramente sujeita à ditadura dos sintetizadores, “Dare!“ dos The Human League era o melhor exemplo da electrónica a dar forma à música pop, enquanto “Vienna“ dos Ultravox, o mesmo conceito,  mas em formado rock.

Texto de Bruno Vieira

“Vienna“ de 1980 era o quarto disco dos Ultravox e o primeiro da era Midge Ure, enquanto que “Dare!“ era o terceiro dos The Human League e o primeiro em que participam Susanne Sulley e Joanne Catherall. Estes dois aspectos podem ter passado despercebidos à maioria das pessoas, mas acabariam por ser determinantes para o futuro das bandas, na medida em que foram os primeiros a conhecer um assinalável sucesso comercial e pelos quais os Ultravox e os The Human League são hoje conhecidos.

É claro que para um seguidor dos Ultravox da era John Foxx esta não é uma verdade muito conveniente, mas factos são factos, e a realidade é que os Ulltravox só ficariam verdadeiramente conhecidos do grande público com a entrada de Midge Ure. Quanto aos The Human League a questão é mais pacífica na medida em que Philip Oakey foi desde o início, em 1977, vocalista da banda.

Como já referi, as raparigas entraram a tempo de ser editado a obra-prima que foi “Dare!“. Até aqui a banda tinha tido apenas um relativo sucesso com o single “Empire State Human“ do álbum “Reproduction“ de 1979, e pouco mais. Embora o sucesso dos The Human League não se deva única e exclusivamente à entrada de Susanne e Joanne, a sua chegada acabaria por marcar a imagem do grupo, com as vozes femininas a adquirirem grande protagonismo.

Para melhor medir o sucesso de “Dare!“ e “Vienna“ teremos de recorrer à tabela de vendas britânica. Mais como termo de comparação do que como objectivo de eleger o melhor álbum, os números são os seguintes:

ÁLBUM – Posição mais elevada (total de semanas)
DARE! – 1º (72)

Singles – Posição mais elevada (total de semanas)
The Sound of the Crowd – 12º (10)
Love Action (I Believe In Love) – 3º (13)
Open Your Heart – 6º (9)
Don`t You Want Me – 1º (13)

ÁLBUM – Posição mais elevada (total de semanas)
VIENNA – 3º (72)

Singles – Posição mais elevada (total de semanas)
Sleepwalk – 29º (11)
Passing Strangers – 57º (4)
Vienna – 2º (14)
All Stood Still – 8º (10)

E agora, uma pequena viagem aos oitentas:



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Go Graal Blues Band no "Luso Vintage"

Hoje em dia fazer música na língua de Shakespeare é tarefa fácil, mas o mesmo não acontecia em 1975, quando Portugal enquanto democracia acabava de nascer, quando ainda vigoravam valores nacionais como os três grandes F’s (Fado, Fútebol, Fátima).

Texto de Patrícia Rodrigues
Foi neste cenário marcado pelo obscurantismo cultural e desconfiança do estranho que surgiram os “Go Graal Blues Band”. O grupo marcou pela musicalidade contagiante e uma alegria e optimismo próprios da cultura americana, que se definia cada vez mais como um estilo próprio de vida.
E foi assim que, após um nascimento atribulado, um grupo de rapazes na casa dos vinte decidiu reunir-se para tocar e cantar Blues, sendo eles: Paulo Gonzo (voz e harmónica), João Allain (guitarra solo), Raúl Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo), João Esteves (guitarra) e José Carlos Cordeiro (voz principal).
Apesar do curto percurso de oito anos e várias mudanças no seu line-up, a banda…

Freddy Krueger

Pesadelo em Elm Street regressa aos cinemas
Nos anos 80, o imaginário de muitos adolescentes era atormentado por um homem que lhes  aparecia nos sonhos  e se tornava o maior pesadelo mortal de sempre. Chamava-se Freddy Krueger. Em 2010 está de volta para nos tirar o sono. E não é fruto da nossa imaginação.



A personagem criada por Wes Craven (que não aprovou este regresso), volta ao cinema neste remake do primeiro filme da saga, de 1984.  
Mais uma vez a história repete-se. Pesadelo em Elm Street acompanha os adolescentes Nancy, Kris, Quentin, Jesse e Dean, que vivem em Elm Street.
Durante a noite, todos têm tido o mesmo sonho sobre um homem com uma camisola vermelha e verde, um chapéu velho, uma cara desfigurada e uma luva com lâminas. No sonho ouvem uma assustadora voz, que chama por eles.
Depois da morte do primeiro adolescente percebem que o que acontece nestes pesadelos acontece na vida real. Por isso vão fazer todos os esforços para não adormecer e tentar descobrir por que fazem par…