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Homem Tigre na "Dança do Som"

"These boots are made for walking"

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Há músicas que passam por gerações e gerações. Outras caem no esquecimento. E ainda há aquelas que por terem tanto sucesso são reaproveitadas por inúmeros cantores. E a qual me refiro? “These Boots are made for Walking”. Essa mesmo. Nasceu com Nancy Sinatra, manteve-se com Jessica Simpson e tornou-se uma mulherzinha com o one man band português. O senhor do blues. O líder da guitarra, bateria e Kazoo. Legendary Tiger Man.


Texto de Ana Luísa Silva


Explorando as margens dos blues electrificados, com uma atitude de tipo durão e com a guitarra a transbordar de soul, Paulo Furtado anda a quebrar corações de miúdos e graúdos desde 2002.
“Femina”, o novo álbum do “legendário”, assombrado alter-ego de Paulo Furtado, traz-nos esta e muitas outras músicas acompanhadas pelas mais variadas artistas femininas de todo o panorama musical internacional.

Não fosse ele um Don Juan, este álbum não documentaria os inúmeros encontros femininos que manteve. Asia Argento, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Lisa Kekaula (The Bellrays), Mafalda Nascimento, Cibelle e Maria de Medeiros foram as escolhidas. Mas acalmem-se. Com tanto mulherio no meio, o nosso Tiger Man continua a ser um one-man band como ainda não se vê por terras lusas.

Femina foi a concretização de uma serie de fantasias estéticas e Paulo Furtado caracteriza este álbum como uma ideia difusa de mulher, mas com alvos muito concretos. Muitas canções foram escritas pelo próprio e directamente para cada uma das senhoras. Contudo, há aquelas mais famosas, que foram eleitas a dedo para serem interpretadas pelas mais belas vozes femininas. E uma das escolhidas foi precisamente e portuguesa mais internacional: Maria de Medeiros.

Com um vídeo que faz lembrar o cinema antigo, a roçar no estilo de “Charlie Chaplin” a rodagem do mesmo passa-se num picadeiro onde Medeiros se passeia montada num cavalo. A sua voz de menina pequena e inocente encaixa que nem uma luva em toda a montagem feita por Furtado. A letra, essa, assume um tom desafiante quando proferida por uma das “Feminas”.

O Legendary Tiger Man está para ficar. Ele que prepare as botas. Aquelas botas que servem para ele andar sempre a caminho do bom porto.

Are you ready boots? Start walkin'!


Comentários

Anónimo disse…
bem escrito, ana. femina é plural, diria eu.
Luísa disse…
Olá anónimo. Obrigada pela crítica.
Relativamente à Femina ou Feminas. Tudo é uma questão de ponto de vista e preferência de cada um.
Quando Paulo Furtado intitula de "Femina" o seu álbum, fá-lo (na minha opinião, atenção) referência a algo no plural sim, mas no sentido de Humanidade como quando nos referimos ao Homem com H maiúsculo e não a Homens. Decidi colocar "A letra, essa, assume um tom desafiante quando proferida por uma das “Feminas”" é para dar ênfase às poucas que foram escolhidas pelo artista para darem voz ao que ele queria transmitir.

Na minha opinião é, como referi, como o jornalista preferir escrever. Diferentes pontos de vista.

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