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Censurados

Todos ouviam, poucos compravam



No princípio, 1983/84, João Ribas, Autista e restantes Ku de Judas, eram os Punks do Pão de Açúcar, ensaiavam na Senófila, despejavam cervejas na Nova América e acabavam a noite a bater as botas cardadas nas ruas húmidas e mal iluminadas do Bairro Alto.

Violemos o Presidente, gritavam

Texto de Rui Geada

Depois vieram os Censurados. Ribas, sempre Ribas, indignado, revoltado. Unidos, três cúmplices escreveram hinos. “A Coxa”, “É Dificil” e “Animais”.

Olhem para a coxa
Que na verdade sabe andar
Olhem para a coxa
Que não é nada tosca
Olhem para a coxa sabe andar



A fama é que não condizia com os discos. Enquanto a legião de fãs crescia, conhecedora de letras e músicas e sempre presente nos espectáculos, a tabela de vendas ignorava-os. A explicação é simples: cada disco vendido originava 20/30 cópias em outras tantas cassetes, ou seja, todos ouviam, poucos compravam.

É difícil é difícil
Conseguir estar empregado
Mais difícil mas difícil
É ter um bom ordenado



Três álbuns de estúdio, um ao vivo, participação em dois tributos e uma compilação. Curto espaço de vida , mas com forte selo na música nacional.

Hoje, os Tara Perdida. Ribas, sempre Ribas, indignado, revoltado continua a “animar a malta”, com letras a rigor, em que os Censurados nunca são esquecidos…. 

Quando ando pela rua
Toda a gente olha para mim
Parece que me querem comer
E esta merda nunca mais tem fim

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