Avançar para o conteúdo principal

Máquina do Tempo

"Carpe Diem"




Se há filmes que marcam  este é um deles. Pelo menos algumas gerações ou parte delas que tiveram o privilégio de ter professores que insistem em educar contra o conformismo, que insistem em colocar a semente da luta pelas convicções, pelos valores, pela solidariedade e coragem.

                                                                                                                 Texto de Gabriela Chagas

Um hino aos professores que ensinam muito mais dos que está nos livros. Um hino aos professores que fazem da sua profissão uma missão de vida e que por isso marcam os corações de quem por eles passa. E se há momento em que esses predicados são necessários,  este é seguramente um deles.

O Clube dos Poetas Mortos,  de Peter Weir ,  retrata o modelo de ensino de uma escola secundária tradicional para rapazes em 1959, nos Estados Unidos.

“Tradição, honra,  disciplina, excelência”  eram os  quatro pilares daquela que era a melhor escola dos EUA  . No entanto, tudo muda aquando da chegada de  um novo professor , destinado a revolucionar a vida dos estudantes daquele rígido estabelecimento. De repente     valores/sentimentos tão ou mais importantes como paixão, solidariedade, coragem começam a ter protagonismo na mente dos jovens.Foi plantada a semente e no final percebe-se como e porquê.

Se até à entrada do novo docente os alunos vivem submetidos a duas autoridades (pais e professsores), depois de conhecerem Keating , professor de Inglês, vão finalmente aprender a pensar por si mesmos, , a expressarem a sua vontade e opiniões e a defenderem os seus ideais.

Quantos de nós tiveram professores assim? Conquistando-nos para a disciplina mas também para a sociedade?

No Clube dos Poetas Mortos há um grupo que se deixa conquistar e que mostra mais tarde que bebeu todos os ensinamentos: O sonhador  e aspirante a actor Neil, o apaixonado Knox, o alegre e irreverente Charlie, os divertidos Meeks (Allelon Ruggiero) e Pitts (James Waterson) e  Cameron (Dylan Kussman), que representa o típico aluno que segue as rígidas normas da academia.

 A cena final do filme mostra muito bem a mudança quando este grupo repete a expressão aprendida na primeira aula para manifestar solidariedade para com Keating, que por ser tão diferente dos outros professores,  foi expulso da escola.

Quem nunca se identificou com estes estudantes que no filme subiram em cima de mesas para mostrar que têm ideais e que têm a coragem de ficar do lado certo da vida?

Quantos não se arrepiaram com esta cena do filme em que os alunos reproduzem a expressão  “oh captain my captain!!!  Um poema de Walt Whitman sobre Abraham Lincoln, ensinado por Keating  na sua primeira aula.
E o que dizer do momento em que lhes é explicada a expressão Carpe Diem (Aproveita o dia)?
“Carpe Diem. Aproveitem  o dia, rapazes. Tornem a vossa vida extraordinária”.

O Clube dos Poetas Mortos é um filme de 1989, com um argumento de Tom Schulman “desenhado”  , com casa no século passado (século XX) mas cuja mensagem ainda faz todo o sentido.

Nos dias de hoje é bom ainda acreditar na coragem das pessoas, na vitória dos princípios e no fim do conformismo...resta saber até quando é possível manter esta chama acesa.



Confira o trailer:

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Slimmy

Não faço as coisas para chocar”
Chama-se “Be someone else” o novo álbum de Slimmy. O músico garante que está mais maduro , mas que persegue com o trabalho a que estamos habituados. “Não faço as coisas para chocar”, avisa em entrevista ao jornal Metro.
Slimmy apareceu há dois anos no panorama musical português ,mas já deixou marcas, não só a nível musical (a sua música chegou a series de televisão como o CSI), mas também pela indumentária. Agora temos  “Be someone else” para continuar a história. 
O álbum “reflecte o amadurecimento, uma maior estabilidade a nível mental. Embora mantenha a minha irreverência”, explicou o músico ao jornal Metro. Slimmy garante, contudo, que o que importa é “fazer músicas que as pesssoas possam cantar e letras que as pessoas possam entender. Não faço as coisas para chocar”, garante.
As músicas reflectem experiências do dia a dia de Slimmy. “Há uma balada , “I can´t live without you in this town”, que é dedicada a uma rapariga do Texas que conheci em 2004,…

Temos uma nova casa...Visitem-nos!

São quase 8 anos desta vida sonora. E ainda bem.
Em honra ao primeiro nome deste media, o eterno Som à Letra, criarei uma rubrica, na Scratch Magazine.

Por enquanto estamos a reunir arquivo mas contamos convosco. No âmbito da tese de mestrado vão ser analisados os anos I e II da publicação , que podem ser encontrados neste blogue e em cibersomaletra.blogspot.pt.

Para continuar a seguir a nossa "história" basta seguir o seguinte link:

scratchmag.org

Freddy Krueger

Pesadelo em Elm Street regressa aos cinemas
Nos anos 80, o imaginário de muitos adolescentes era atormentado por um homem que lhes  aparecia nos sonhos  e se tornava o maior pesadelo mortal de sempre. Chamava-se Freddy Krueger. Em 2010 está de volta para nos tirar o sono. E não é fruto da nossa imaginação.



A personagem criada por Wes Craven (que não aprovou este regresso), volta ao cinema neste remake do primeiro filme da saga, de 1984.  
Mais uma vez a história repete-se. Pesadelo em Elm Street acompanha os adolescentes Nancy, Kris, Quentin, Jesse e Dean, que vivem em Elm Street.
Durante a noite, todos têm tido o mesmo sonho sobre um homem com uma camisola vermelha e verde, um chapéu velho, uma cara desfigurada e uma luva com lâminas. No sonho ouvem uma assustadora voz, que chama por eles.
Depois da morte do primeiro adolescente percebem que o que acontece nestes pesadelos acontece na vida real. Por isso vão fazer todos os esforços para não adormecer e tentar descobrir por que fazem par…